22.9.25

 Quando viramos a chave

      Às vezes passamos uma vida inteira pensando e vivendo exatamente da mesma forma. Claro se analisarmos profundamente todos nós evoluímos um pouco em algum sentido, afinal é essa a lógica da nossa existência. A Síndrome de Gabriela é muito comum: "eu nasci assim, eu cresci assim...", porém rebate com aquele outro dito popular famoso de autoria desconhecida: "só os tolos não mudam". Mudar não é fraqueza, é fortaleza. É reconhecimento da nossa imperfeição e sabedoria. Todos temos alguma coisa a ensinar e aprender o tempo todo, e essa conversa nada tem a ver com formação acadêmica. 

      A sabedoria de uma anciã benzedeira que mora lá na casinha no meio do nada pode ser maior do que a de um doutor de Harvard. Tenho a bênção de ter no meu círculo de amigos e conhecidos, pessoas de todos os níveis de formação, mas o mais interessante é que compartilham de um entendimento muito interessante sobre a vida: colhemos o que plantamos. Quando viramos essa chave viramos um monte de outras chaves paralelamente. Entendemos o ciclo da vida e que nossos atos (bons e ruins) têm consequências e que ninguém por mais bondoso que seja vai ficar isento dessa consequência. 

       Quando entendemos essa lógica começamos a agir com um pouco mais de compromisso, pelo menos para conosco mesmo em relação aos nossos atos. Agir com amor, sinceridade, honestidade e verdade nunca vai nos fazer uns "idiotas bonzinhos" e sim pessoas cientes que o bem sempre vence.     

3.9.25

Autoconhecimento bate-nos a porta

        Não dá mais para fugir da máxima socrática "Conhece-te a ti mesmo". A frase que o icônico filósofo grego encontrou no Templo de Dephos há mais de 2,5 mil anos, pode estar distante de muitos, mas para quem busca evolução é uma busca diária e incansável. Autoconhecimento bate-nos a porta. Cada vez mais torna-se crucial entendermos quem somos, porque somos, porque agimos de tal maneira e principalmente conhecermos nossa luz e nossa sombra. Sim, nossa sombra como bem falou com maestria Joug, que é em outras palavras, aquele nosso lado que precisamos aperfeiçoar.
         O único modelo de perfeição que conhecemos até hoje é de Jesus. Nós mortais somos falíveis e imperfeitos, mesmo com a potência de alcançarmos a perfeição na escala evolutiva, ainda temos uma jornada para trilharmos driblando nossas vicissitudes. Somos humanos, com a alma repleta de paixões: orgulho, vaidade, preconceitos, egoísmo, entre outros. De fato, todo mundo tem uma dessas sombras em menor ou maior grau.     
            O autoconhecimento vem como ferramente indispensável nesse processo. Só conhecendo o nosso funcionamento de maneira íntima e clara é que podemos começar a mudança. Se conhecer é em primeiro lugar assumir o que sentimentos e acolher esse sentimento. Sim, estou com ciúmes. Sim, estou com medo. Sim, tenho inveja. Depois de assumir e reconhecer o sentimento que nos acometeu, o próximo passo é reconhecer a natureza mais profunda desse sentimento e buscar refletir a situação que nos deixou desregulados. 
          Esse processo comumente é dolorido. Acessar as profundezas lúgubres da nossa alma reque coragem e uma dose de espiritualidade e fé. Coragem porque descobriremos que temos muito a lutar. Espiritualidade para perceber que podemos contar com a ajuda do Mais Alto para esse embate. E fé para entender que a espiritualidade do bem vai trabalhar ao nosso favor, desde que tenhamos disponibilidade de nos aceitar e aceitar as intuições salutares. 
            Comece agora. Não espere a dor te colocar em situação deprimente e debilitante. Conhece-te a ti mesmo! Estuda-te e estude as ferramentas que podem te auxiliar nesse processo. Não dá mais para esperar a vida como mero expectador, vivendo ocioso sobre si próprio a espera de um milagre. Ser indiferente ao autoconhecimento é como estar de olhos vendados diante das mais reveladoras paisagens, o mesmo que caminhar por um lindo bosque repleto de jardins e não conseguir ver nada só esperando chegar "do lado de lá".  

 Quando viramos a chave       Às vezes passamos uma vida inteira pensando e vivendo exatamente da mesma forma. Claro se analisarmos profunda...